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Mercado repudia violência contra mídia

Instituições ligadas a imprensa divulgaram cartas de repúdio a casos de violência contra jornalistas ocorridos nos últimos dias.

Na última quarta-feira, 9, a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) divulgou nota de repúdio às ações violentas realizados contra as Organizações Jaime Câmara, em Goiânia (GO), por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O grupo é afiliado da TV Globo na região. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) apoia a nota contra os atentados à liberdade de imprensa.

Mais atos de violência contra jornalistas, ocorridos no Paraná por parte do MST, na quinta-feira, 10, levaram a Associação Nacional de Jornais (ANJ) a divulgar uma nota condenando a conduta dos participantes dos protestos.

A ANJ também manifestou-se contra as ações ocorridas um dia antes, em Goiânia. Dois repórteres da TV Tarobá, afiliada da Band em Cascavel (PR) foram feitos reféns por integrantes do MST durante a gravação de uma reportagem sobre ocupação de fazendas no estado. Além do repúdio manifestado pela emissora, a ação também foi condenada pela Associação Beltronense de Imprensa (ABI Sudoeste).

Outros atos de violência

Desde o início de março, há dez dias, foram contabilizados 21 casos de agressões, detenções, ofensas, ataques e vandalismo contra empresas de comunicação. Em todo o ano de 2016, já foram somados 57 casos de atos contra a liberdade de imprensa.

Na sexta-feira, 4, a repórter Mayara Teixeira, da TV Globo teve a câmera arrancada de sua mão e quebrada e os repórteres Juliano Dip e Gabriel Shinjimax, da Band TV, Renato Biazzi e David Irikura, da TV Globo, também foram agredidos durante a cobertura do depoimento do ex-presidente Lula à Polícia Federal em Congonhas. Os repórteres Bruna Vieira, Roberto Kovalick e Marco Antônio Gonçalves, da TV Globo, foram vítimas de violência verbal e um carro da emissora foi recebido a pontapés na sede do PT em São Paulo.

No domingo, 6, funcionários da Rede Globo foram hostilizados e cerca de 150 pessoas jogaram pedras e ovos na sede da emissora no Rio de Janeiro. A Rede Globo divulgou nota em que classificou as ações como atos contra a liberdade de imprensa. Na terça-feira, 8, em Belo Horizonte (MG), os jornalistas Alex de Jesus e Débora Costa, do jornal O Tempo, foram detidos ao checarem uma denúncia em uma unidade de saúde. Em São Paulo, a equipe do repórter Fábio Menegatti, da Rede Record, foi agredida durante a realização de uma matéria sobre golpe em uma loja de carros de luxo.

Os jornalistas da revista IstoÉ divulgaram, no dia da mulher, uma carta de repúdio às ofensas de cunho machista recebidas pela diretora da sucursal de Brasília, Débora Bergamasco, autora da matéria "A Delação de Delcídio”. 

Mercado repudia violência contra mídia

Manifestantes do MST protestam na sede das Organizações Jaime Câmara, em Goiânia (GO) Crédito: Reprodução

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