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Como um Museu de Cores ajudou a resolver um mistério

Em 2003, cerca de 32 pinturas datadas da década de 1940, não assinadas, foram descobertas. Foram atribuídas a Jackson Pollock e avaliadas em muito, muito dinheiro. Mas, como faltava a assinatura, diversas pessoas duvidaram da sua autenticidade, e os peritos em arte não conseguiam ter um parecer definitivo sobre as telas. Mas em 2007, a coleção peculiar de um museu ajudou a resolver esse mistério. Era um museu de cores.

E como ele ajudou a descobrir se as pinturas eram autênticas ou não? Bem, antes de falarmos sobre isso, precisamos voltar para a primeira metade do século 20, e falar de Edward Forbes.

Conhecido nos EUA como o pai da conservação de obras de arte, Forbes era o diretor do Museu de Arte de Harvard, e tinha um grande interesse em um dos principais componentes do trabalho artístico: os pigmentos.

Durante anos, ele procurou pelo mundo inteiro por diversos materiais diferentes, para catalogar e armazenar as suas cores e montou o que é conhecido como “Forbes Pigment Collection. Nessa coleção, as cores não estão descritas apenas em sua glória pigmentosa (boa expressão?), mas também na sua composição química e origem. E entre elas estão, segundo um artigo da CoDesign:

Ultramarinho Sintético: Descoberto em 1826, para produzir o pigmento que era caríssimo na época (por ser extraído da natureza) e fazer tintas para artistas.

Vermelho 254 (Ou Vermelho Ferrari): Um pigmento descoberto por acidente em um experimento feito em 1974, e posteriormente utilizando em Ferraris.

Parte da coleção de vermelhos do Museu das Cores

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A parede do Museu de Arte de Harvard que guarda a coleção de Forbes

Marrom Múmia: Era um pigmento extraído de múmias egípcias, e foi muito popular nos séculos 18 e 19.

Lapis Lazuli: Um pigmento procuradíssimo, que era extraído das montanhas do Afeganistão.

Acontece que, após um tempo discutindo sobre o fato das pinturas citadas lá no começo do post, eram ou não de Pollock, foi definida uma forma de verificar a autenticidade das obras: análises de laboratório.

Como um Museu de Cores ajudou a resolver um mistério

E quando chegou a vez de verificar quais tintas foram usadas, os especialistas recorreram à Coleção de Pigmentos de Forbes, e descobrindo algo muito interessante. O vermelho usado em algumas pinturas era o Vermelho 254.

Pronto! Mistério resolvido. E isso, porque um homem resolveu catalogar cores há mais de 100 anos atrás. Esse é um bom museu para conhecer… Deve ser uma coleção linda de se ver pessoalmente.

Eu gostaria de ver quem conseguiu descobrir se as pinturas são verdadeiras ou não. Diga nos comentários.

E se quiser saber mais sobre a Forbes Pigment Collection, leia esse artigo.


Olá mundo! Meu nome é Lucas, de sobrenome Pereira. Gaúcho nascido na primeira metade da década de 80, minha diversão - e trabalho - é contar histórias... Quando terminar a faculdade de publicidade, partirei para a de física. =) Me adicione no Google Plus!


 


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